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segunda-feira, 24 de setembro de 2007

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Em que momento começamos a achar que alguns amigos se tornaram obsoletos?
Em que momento começamos a achar que eles estão ultrapassados, que não são tão cultos ou tão legais como antes?
Em que momento começamos a achar que mudamos tanto, que o amigo não irá mais nos entender, que seria como falar grego e ele, coitado, só entende português?
Em que momento começamos a achar que os amigos que nos viram sorrir, gargalhar, chapar depois de uma latinha, espumar de raiva e chorar magoado, se tornaram apenas colegas?

A verdade é que eles nos entendem mais do que gostaríamos. E essa nova pessoa que queremos ser não consegue se moldar, se a que ficou alí atrás não se desfizer por completo.

O certo é que todos tomaremos rumos diferentes na vida. Uns ganharão mais dinheiro, outros mais satisfação e outros mais amor.

Em que momento começamos a achar que isso vai ser bom sem esses amigos por perto?

5 comentários:

Anônimo disse...

não são as circunstâncias que se adaptam á gente. nós nos adaptamos a elas.

lipe fonseca disse...

Ju sem acento: nao sei qual o momento exato que se comeca a achar que os amigos estao ultrapassados, mas suspeito que seja na mesma epoca que a pessoa fica viciada em si mesma ou coisa parecida. Nao eh uma resposta, nem mesmo uma das minhas teorias fonsequenses de que as pessoas tanto riem, apenas uma pista. Ou nao, tambem. (escrevi tudo sem acento em solidariedade a reforma ortografica que voce desenvolveu).

Arnaldo Heredia Gomes disse...

A partir do momento que a gente percebe que cresceu mais que eles. Quando a gente percebe que o mundo é muito maior do que aquele que a gente julgava enorme.

Juliana Maria disse...

Arnaldo,
Creio que no momento em que a gente 'pensa' que cresceu mais que eles e não se dá ao trabalho de verificar. O mundo é imenso mesmo, cabe todos os amigos.

Rosana Bueno disse...

Na hora da euforia ou desespero nos despimos na frente do outro, mostramos nossa fragilidade, QUASE SEM MÁSCARAS.
Isso acontece diversas vezes no decorrer de uma amizade.
Mas depois voltamos a querer parecer o que não somos ou ser aquilo que não parecemos Ser, e o outro ali, com aquele olhar quase acusador de: EU VI O QUE VC FEZ NO VERÃO PASSADO!
Dependendo da responsabilidade e coerência que o amigo cobra e que você está disposto a encarar, começa assim o divórcio de uma amizade.